Paralelamente, a poucos metros onde o Estado espanhol tem sequestrado o fusil do Foucelhas, as forças mais reacionárias da Corunha celebravam umha misa para festejar o seu “dia nacional”.
Nesta ocasiom, o homenageado foi o luitador comunista Benigno Andrade “Foucelhas”, que durante anos fijo frente, com as armas na mao, ao fascismo.
O ato político foi iniciado polo companheiro Ramiro Vidal Alvarinho, membro da Assembleia Comarcal de NÓS-UP na Corunha, que após dar a bem-vinda ao ato dava passo às companheiras Eva Cortinhas e Rebeca Bravo.
A dirigente juvenil, foi a primeira em intervir, afirmando que “como o admirável Foucelhas, somos rebeldes e insubmissas ante umha realidade opressiva, mas sobretodo, a nossa presença aqui é fundamental porque temos muito que dizer“.
Eva Cortinhas manifestou que a militáncia de BRIGA advirte “que nom só somos jovens rebeldes e orgulhosas do nosso passado mais combativo, mas também temos o firme e irrenunciável compromisso de incorporar a experiência e o legado das nossas combatentes à nossa praxe diária e agir como continuidade daquelas mulheres e homens que noutrora luitárom pola consecuçom dumha Galiza livre das opressivas cadeias do Patriarcado, Espanha e o Capital“.
A intervençom finalizou entre berros de “com BRIGA na rua a luita continua”.
Posteriormente era Rebeca Bravo, porta-voz nacional de NÓS-Unidade Popular, a que tomava a palavra.
A dirigente da Unidade Popular afirmava que Foucelhas foi assassinado polo Estado espanhol por cometer um delito que “é idêntico à causa que hoje nos convoca aqui para homenageá-lo: defender com firmeza e paixom a liberdade e a justiça social”. Para continuar manifestando que “o nosso único e principal inimigo nom é simplesmente o PP. O nosso inimigo é o capitalismo, o patriarcado e o imperialismo espanhol. Nom podemos confundi-lo em identificá-lo exclusivamente com o PP”.
Rebeca Bravo afirmou com rotundidade que “A saída da crise capitalista nom tem soluçom imediata. Nem vai ser resultado dos efeitos apotropaicos do falso talismám da alternáncia política. AGE, Bloco, PSOE, PP , a mesma merda é!”. As suas palavras fôrom respostadas com berros de “A soluçom é a Revoluçom” polas pessoas assistentes.
Bavo continuava a sua intervençom afirmando que “O vírus do parlamentarismo é umha epidemia inoculada na classe obreira que enfraquece o movimento popular, conduzindo-o ao desencanto e à resignaçom. Nom podemos ser indulgentes, nem vacilar. Quebremos pois com ele“. E apelava a construir o antitodo: a luita obreira, nacional e feminista.
Entre palavras de ordem em prol da greve geral “De Grécia a Portugal Greve Geral!” e pola independência nacional,Rebeca Bravo rematava a sua alocuçom afirmando que “umha vez mais manifestamos os quatro ventos que nom nos dobramos, que nom nos resignamos, nom abandonamos, nem claudicamos, que recolhemos o fusil do Foucelhas, tal como antes figérom o comandante Soutomaior, Moncho Reboiras, Abelardo Colaço, Lola Castro, José Vilar, para libertar a nossa pátria e construir um Galiza socialista e feminista”.
O ato concluiu com mais palavras de ordem “Galiza armada, Galiza respeitada”, “A luita é o único caminho” , para dar passo o canto do Hino da Galiza, com o som da gaita galega como acompanhamento solene.
Posteriormente decorreu um jantar de confraternizaçom num restaurante próximo.


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