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150512 manifGaliza - Diário Liberdade - O Diário Liberdade, como meio de comunicaçom popular galego e lusófono, manifesta a sua adesom ao bloco reintegracionista que neste 17 de Maio participará na manifestaçom nacional em defesa da língua da Galiza.


A Associaçom Cultural Diário Liberdade tem entre os seus fins estatutariamente estabelecidos "a criaçom de espaços de presença do galego na Internet, com umha perspetiva prática da unidade lingüística galego-luso-brasileira, assim como o incremento dos relacionamentos culturais e informativos da Galiza com os povos da área internacional lusófona". 

Como tal entidade defensora da língua da Galiza, gravemente ameaçada pola pressom e imposiçom do espanhol que o Reino de Espanha e as suas instituiçons protagonizam contra a nossa comunidade lingüística, apoiamos todas as iniciativas que tenham como objetivo a defesa dos direitos lingüísticos do povo galego.

Junto a outros setores igualmente interessados na normalizaçom do galego, a convocatória do dia 17 de Maio, inicialmente lançada pola plataforma 'Queremos Galego', é apoiada polas entidades normalizadores de base agrupadas no "Bloco Laranja", constituído por entidades e pessoas defensoras da oficialidade única do galego na Galiza e da unidade lingüística galego-luso-brasileira.

Identificando-se plenamente com ambos objetivos e com afám unitário, o Diário Liberdade coloca a língua por cima de quaisquer diferenças e manifesta o seu apoio ao manifesto promovido polo Bloco Laranja, dentro da manifestaçom convocada para o meio-dia desta quinta-feira na capital da Galiza.

Reproduzimos a seguir o manifesto difundido polo Bloco Laranja:

A língua por bandeira: Na Galiza, só em galego!

Pola Oficialidade Única do Galego

A defesa do galego por parte de todos e todas as habitantes do nosso país é a melhor e a mais efetiva maneira de afirmarmos o direito coletivo a sermos o que sempre fomos: galegos e galegas.

A perseguiçom do direito fundamental a vivermos na nossa língua, protagonizada por todas e cada umha das instáncias oficiais da institucionalidade espanhola, é a melhor prova de até que ponto existe umha planificaçom por parte do Estado espanhol para a desapariçom da Galiza como realidade diferenciada e com direito à existência.

O anterior é certo e visível no dia a dia de todos e todas nós. Os mecanismos de poder lingüístico mantenhem-se em maos do espanholismo de maneira inegociável para eles. A açom desgaleguizadora nom se reduz às etapas de governos do PP, por mais que essa força política represente a expressom mais crua da barbárie espanhola.

Esses mesmos mecanismos lingüicidas estám presentes nas instituiçons governadas por todas as forças do espanholismo, "duro" e "brando", e atuam de maneira decidida, favorecendo e favorecendo-se, em simultáneo, da desarticulaçom da comunidade lingüística galega.

Concelhos, deputaçons, governo autónomo, organismos de justiça, ensino público e privado, meios de comunicaçom, poderes económicos... todos eles som expressons dos interesses oligarquia espanhola dominante e contam com a vergonhosa colaboraçom da classe dirigente galega, vendida e renegada.

Hoje é bem visível o resultado da cooficialidade "outorgada" pola Constituiçom espanhola de 1978, que só marcou umha nova fase do histórico processo de assimilaçom. Desta vez em nome do bilingüismo, preparou o terreno para a liquidaçom definitiva do galego, que hoje está mais próxima do que nunca estivo.

A resistência que no plano lingüístico sempre nos caraterizou, e que nos permitiu mantermos esse património milenar que é a língua, corre hoje mais risco que nunca de ser varrido polos poderosos meios de propaganda e restantes ferramentas com que conta o projeto nacional espanhol para conseguir o seu objetivo final: deixar a Galiza sem fala, convertê-la em mais umha regiom espanhola rendida e desarmada.

A resposta tem que estar à altura da agressom. Devemos promover e articular a unidade de todos os setores conscientes e defensores da nossa identidade lingüística; devemos praticar e exercer dia a dia, em cada cidade e em cada vila, o direito a viver e organizar-nos em galego; mobilizar-nos e denunciar cada nova agressom, mantendo sempre em alto a bandeira que melhor representa o que ainda somos: galegos e galegas.

- Querem converter o galego em língua marginal e estrangeira na própria pátria: defendamos a sua centralidade em toda atividade social, sem concessons.

- Querem que o galego seja umha fala regional, "autonómica" e dependente do todo-poderoso espanhol: afirmemos e pratiquemos a unidade lingüística galego-luso-brasileira, pois o galego fai parte de um amplo espaço lingüístico internacional e nom podemos desperdiçar o que isso supom.

- Querem converter o conflito lingüístico num assunto institucional, decidido polas maiorias e minorias parlamentares: levemos o conflito às ruas e situemos o galego por cima de qualquer fracionalismo partidista e eleitoreiro. O galego é o primeiro!

- Querem que assumamos o bilingüismo oficial e desequilibrado como inevitável, sabendo que o tempo joga a favor do espanhol: exerçamos a nossa soberania lingüística, reivindicando a Oficialidade Única do galego numha Galiza soberana.

- Querem que assumamos o espanhol e, através dele, que assumamos Espanha. Respondamos promovendo e galeguizando todo o tipo de projetos sociais, públicos e comunitários: escolas, centros sociais, produçom cultural, música, luita social, política e sindical... todo ao serviço do nosso principal sinal de identidade coletiva, todo ao serviço de umha Galiza livre e em galego.

Galiza, 17 de maio de 2012


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