[Leonardo Fernandes] O Conselho Nacional Eleitoral divulgou o resultado após mais de 90% das urnas apuradas, dando a vitória a Chávez com mais de 54% dos votos, enquanto Capriles obteve 45% dos votos, no que foi a maior participação eleitoral da história da Venezuela, maior que 80%: 7.444.000 votos para Chávez, 6.150.000 votos para Capriles.
A altíssima participação dá maior legitimidade à importante e ampla vitória de Hugo Chávez, de mais de 10 pontos de diferença sobre o candidato Capriles. Uma multidão aclamou diante do Palacio de Miraflores o reeleito presidente, que poderá governar por mais seis anos, até 2019.
O candidato da direita reconheceu sua derrota, enquanto a mídia reacionária internacional mal consegue dissimular o seu desgosto após esta demonstração de força do projeto revolucionário bolivariano, que sai reforçado deste confronto eleitoral.
Às 6:50 da tarde, menos de uma hora depois do encerramento oficial da votação, o Conselho Nacional Eleitoral emitiu o primeiro comunicado oficial sobre a jornada deste domingo.
A presidenta do CNE, Tibisay Lucena, parabenizou o povo venezuelano pela jornada democrática pacífica, e agradeceu a todos os que trabalharam durante a votação.
Lucena destacou que até esse momento alguns centros de votação ainda permaneciam eleitores na fila, pelo que os centros de votação continuarão funcionando enquanto existam pessoas sem votar.
Os primeiros números oficiais só serão divulgados quando a tendência for considerada matematicamente irreversîvel.
Às primeiras horas do deste domingo, 7 de outubro, as autoridades eleitorais, partidos políticos, organizações sociais, se ativaram nas ruas de todo o país para a jornada de eleições presidenciais. As mesas eleitorais abriram às 06:00 e ficam abertas até às 18:00, hora local, 19:30, horário de Brasília, estando sujeito à prorrogação sempre e quando existam eleitores nas filas de votação.
As primeiras informações dos acompanhantes eleitorais credenciados junto ao Conselho Nacional Eleitoral dão conta de uma massiva participação popular nesta jornada. As últimas presidenciais no país registraram um nível de abstenção rondando os 25% em um processo onde o voto não é obrigatório.
Além dos quase 250 acompanhantes internacionais, incluindo a uma ampla delegação da Unasul, mais de 1000 comunicadores registrados junto ao CNE fazem a cobertura informativa do evento eleitoral. Uma rede de comunicadores populares realiza uma cobertura especial do processo eleitoral na Venezuela, buscando romper o bloqueio midiático imposto pelos grandes meios de comunicação privados do mundo. Entre eles os companheiros do coletivo “Memória Latina”, que, junto à Alba TV e outros tantos meios independentes puderam registrar o grande espírito cívico, de tranquilidade e consciência política do povo venezuelano, no exercício de uma das democracias mais plenas e participativas do planeta.
O presidente e candidato à reeleição, Hugo Chávez, votou cerca das 13:30, horário de Caracas, no populoso bairro 23 de Enero, no oeste da capital venezuelana, onde foi recebido por uma verdadeira multidão de simpatizantes.
Durante uma breve intervenção junto à imprensa, Chávez destacou a transparência do processo eleitoral venezuelano, a segurança do voto, também respaldado por diversos especialistas internacionais, mencionando o ex-presidente dos Estados Unidos, Jimi Carter, que em um pronunciamento público reconheceu o modelo eleitoral venezuelano como um referente para todo o mundo.
Chávez relembrou momentos históricos do processo constituinte na Venezuela, e afirmou que o dia 7 de outubro é mais uma demonstração mais da possibilidade de construção de uma Revolução sobre as bases de uma democracia que amadureceu ao longo dos quase 14 anos de governo revolucionário, o que dá ainda mais legitimidade e respaldo à Revolução Bolivariana.