Foto: Yolanda Díaz junto a Cayo Lara, líder da espanhola Izquierda Unida.
A ruptura do BNG continua a dar frutos na reconfiguraçom do fragmentado espaço do reformismo "de esquerda" na Galiza. Umha vez agrupados o Encontro Irmandinho, FPG e MpB, agora a líder galega de Izquierda Unida, Yolanda Díaz, coincide com Beiras e Abalo e reclama umha "Syriza galega".
A habitual candidata de IU ao Parlamento autónomo galego afirmou que, para "rachar o tripartidarismo harmónico do Parlamento da Galiza" é precisa a entrada de Izquierda Unida. Com esse objetivo, e tendo em conta que o PP vai mudar a lei eleitoral para tentar evitar a sua própria derrota e dificultar a entrada de novas forças no Parlamento, IU vai iniciar na segunda quinzena de agosto umha série de contatos com o que denominou "as forças políticas da esquerda anticapitalista" para a constituiçom de umha "Syriza galega" (sic).
As tais forças "anticapitalistas" seriam o Encontro Irmandinho, a FPG e mesmo Ecogaleguistas, que somadas à própria IU aspirariam a entrar no Parlamento autónomo da Galiza, segundo Yolanda Díaz, que definiu essa eventual soma como "o novo sujeito político" que, com um "programa mínimo comum", faria frente ao que denominou "doutrina do shock", em referência às políticas do PP.
Yolanda Díaz deixou fora, sem o nomear, o BNG, ao fazer parte desse "tripartidarismo harmónico", e também ao referir que os três partidos presentes no Parlamento defendem "os poderosos no caso Reganosa".
A líder de IU nom fijo alusom ao suposto "programa comum" dessa "Syriza galega". Nom esclareceu se, tal como acontece na Andaluzia, IU estará disposta a governar junto ao PSOE para aplicar as medidas de "austeridade" ditadas polo governo de Madrid. Tampouco esclareceu se essa nova Syriza aplicaria entre as suas primeiras medidas de governo o aumento dos salários dos governantes e cargos públicos, como de facto fijo a própria Yolanda Díaz em Ferrol na anterior legislatura, quando IU co-governou junto ao PSOE.
Seja como for, o aumento da fasquia mínima necessária para aceder ao Parlamento parece ter encurtado as distáncias existentes entre umhas forças reformistas e outras, que se veem unidas polo objetivo comum de conseguir algum deputado ou deputada. O debate está aberto e a reconfiguraçom continua, espoletada pola ameaça de umha reforma eleitoral que dificulta o acesso ao Parlamento burguês por parte de forças "críticas" como a "Syriza" que Yolanda Díaz, Xosé Manuel Beiras e Mariano Abalo querem construir.
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