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220513 greveferrolGaliza - CIG - Com motivo da paralisaçom geral, e sob o lema "Ferrol exige soluçons", haverá manifestaçom ao meio-dia desde o Inferninho


As organizaçons sindicais CIG, CCOO, UGT e USTG de Ferrol anunciárom a convocatória de Greve Geral Comarcal para quarta-feira 12 de junho, perante a situaçom de "emergência total" que sofre a comarca de Trasancos. Com motivo da greve geral, que as centrais sindicais esperam que seja um sucesso contra as "nefastas políticas do governo de Madri e da Junta", está convocada também umha manifestaçom que partirá às 12:00 horas desde o Inferninho e acabará na Praça da Cámara Municipal.

A convocatória foi feita pública segunda-feira em conferência de imprensa polos responsáveis comarcais de cada umha das centrais sindicais, que avançárom que a paralisaçom geral se desenvolverá sob a palavra-de-ordem "Ferrol exige soluçons". A este respeito, o co-porta-voz da CIG-Ferrol, Jesus A. Lopes Pintos, apontou que desde há dous meses as quatro organizaçons sindicais mantenhem contatos com o intuito de organizar umha contestaçom conjunta perante a alarmante situaçom sócio-económica que arrasta a comarca desde a mal chamada reconversom do naval, agudizada agora polo atual contexto de crise global.

"Ferrol apresenta as piores cifras de desemprego, no último ano passamos de umha taxa de 16% até a 22%; a maioria das empresas da comarca estám afetadas por expediente de regulaçom de emprego, entrárom em concurso de acredores ou diretamente fôrom encerradas; os nossos setores pesqueiros e agrícolas estám em claro retroceso e desaparecimento; nom há investimento público nem desenvolvimento das infraestruturas; e ainda por cima o naval, setor estratégico para a comarca, está na situaçom mais complicada da sua história", assegurava Lopes Pintos.

Quanto à grave crise do naval, o co-responsável comarcal da CIG, lembrou que, frente às promessas eleitoralistas e os anúncios de supostos pedidos para os estaleiros por parte da Junta do PP, nos últimos dous anos já se perderon máis de 2.000 empregos na indústria auxiliar, nestes momentos nom há nova carga de trabalho em carteira e nem sequer dende o Goberno español e galego se aposta pola construçom do dique flotante como ferramenta de futuro e soluçom urgente à falta de atividade.

As centrais sindicais já estám a trabalhar para que a greve do próximo 12 de junho seja todo um êxito. Para isso, tenhem previsto iniciar contatos com representantes do movimento associativo, o comércio e empresários locais, com o objetivo de solicitar o apoio à convocatória. Aliás, decorrerám assembleias nos centros de trabalho e açons para concientizar o povo das comarcas de Trasancos, Eume e Ortegal da necessidade de dar umha resposta contundente contra "as políticas nefastas de Madrid e a Junta, que agem contra o desenvolvimento de Trasancos", asseverava Pintos.

"Nom fica outro caminho que enfrentar-nos contra estas políticas e exigir umha mudança de rumo através do confronto", concluíu.


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