A mobilização de Vigo começou pelas 20.00 horas, com saída do cruzamento da Via Norte com Urzáiz. A convocação congregou milhares de pessoas, entre 6 e 10 mil segundo as fontes policiais e dos sindicatos, respetivamente, sendo a maior das convocadas ontem na Galiza.
Porta-vozes das forças convocantes advertiram que, após as eleições autonómicas, vão vir "mais cortes" e lembraram que Vigo perdeu 20 mil empregos nos últimos 3 anos.
A tentativa do PP e da Junta Eleitoral de que não pudessem fazer-se manifestações na campanha eleitoral foi chumbada pelo Supremo Tribunal de Justiça da Galiza, o que foi valorizado pelos dois sindicatos convocantes.
Ferrol e Corunha tiveram também importantes manifestações, seguidas em número pelas convocatórias de Compostela, Ponve Vedra, Lugo, Ourense, Vila Garcia e Burela. Nelas reclamou-se mais trabalho, especialmente o industrial, assim como a restauração dos direitos laborais e o fim dos cortes em serviços públicos fundamentais como a educação e a saúde.
Apesar de reconhecerem a gravidade da situação de crise, nenhum dos sindicatos convocantes confirmou uma convocatória iminente de greve geral que é reclamada por setores das bases sindicais e operárias, assim como pela outra maior central atuante na Galiza, a CIG.
As direções de CCOO e UGT são acusadas por diferentes setores do movimento popular galego de estarem atreladas aos interesses das respetivas burocracias dirigentes espanholas, com sede em Madrid.


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