Foto: Carga policial contra trabalhadores e trabalhadoras numha recente greve geral na Galiza
Durante umha concentraçom de dúzias de polícias diante do Ministério espanhol do Interior, em Madrid, um representante corporativista do corpo policial, José Miguel Lorenzana, pediu "um tratamento diferente" ao governo do PP espanhol.
O polícia reconheceu certa "deceçom" polo tratamento salarial e laboral do executivo às forças repressivas, tendo em conta que, em sua opiniom, "a segurança deve tratar-se doutra forma". Lorenzana definiu a situaçom dos polícias adscritos à chamada "Polícia Nacional" espanhola como de "precária", ao ponto de acrescentar que "nom aturamos mais".
Contodo, o representante dos polícias assegurou que nom vam deixar de "desempenhar as suas obrigaçons", em referência ao papel repressivo que com especial intensidade venhem desempenhando desde o início da atual crise no Estado espanhol, que situa esse corpo policial como um dos mais brutais da Europa.
A concentraçom de polícias hoje em Madrid pretendeu reclamar "os direitos dos fardados e dos nom fardados", bem como umha valorizaçom para a especificidade do que denominou "trabalho" que realizam, em referência aos labores repressivos contra o povo que protesta nas ruas contra as políticas do grande capital.
Concretamente, os polícias espanhóis querem mais dinheiro, segundo os representantes das suas entidades corporativistas. Na mesma linha, Antonio Astudillo, da UFP, pediu "um reconhecimento específico e singular para o Corpo Nacional de Polícia, em funçom do que considerou "perigo potencial" do seu trabalho em relaçom ao doutros funcionários públicos.
A concentraçom de hoje foi convocada pola Confederaçom Espanhola de Polícia (CEP), Uniom Federal de Polícia (UFP) e Sindicato Profissional de Polícia (SPP). Todos eles reclamárom mais dinheiro e um tratamento privilegiado em consideraçom ao labor repressivo com que servem aos poderosos num momento especialmente delicado para a ordem social burguesa.
Polícias em mobilizaçons de trabalhadores e trabalhadoras
Dá-se a circunstáncia de que, nos últimos tempos, grupos de polícias tenhem participado em manifestaçons convocadas por sindicatos operários um pouco por todo o Estado espanhol, mesmo convocando junto às organizaçons sindicais, devido à permissividade geral dos sindicatos e da maioria das pessoas participantes nas referidas manifestaçons.
Unicamente grupos minoritários expressam o seu aberto rejeitamento a que grupos de repressores podam marchar junto a trabalhadoras e trabalhadores em mobilizaçons populares. Agora sabemos que, longe de quererem participar do movimento unitário dos trabalhadores e trabalhadoras, os polícias aspiram a se salvar da crise graças ao impagável serviço que oferecem aos governos reacionários e à classe dominante em geral.


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