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180712 protestoponferradaGaliza - Diário Liberdade - Espalha-se no Berzo a imagem do Partido Popular como inimigo. Ou isso parece, a julgar polos sucessos dos últimos dias, que obrigárom a sucursal desse partido em Ponferrada a manter as portas fechadas.


Ontem, terça-feira, manifestárom-se cerca de 200 mineiras e mineiros. Chegárom às 9:30 e já nom fôrom embora em toda a manhá. Acusam o PP de “poder fazer bem mais do que estám fazendo”, em palavras de Gillermo Sánchez, presidente do Comité Intercentros de UMINSA. Apontam diretamente a “Silvia Franco, Eduardo Fernández, Alfredo Prada, deputados e senadores por Ponferrada” desse partido que “estám muito desaparecidos neste conflito” e que “falavam de apoio à mineraçom em pré-campanha e agora sei que fôrom de férias”.

Sánchez exigiu aos do PP do Berzo que “pressionem o seu partido político [no poder do governo espanhol, responsável polos cortes orçamentários nos fundos previstos para o desmantelamento ordenado do setor] para que se implique verdadeiramente em toda esta situaçom”.

As portas do PP diante das que protestavam os mineiros e mineiras –e contra as que lançárom ovos- luziam grafites laranjas do dia anterior, no que o local foi atacado. E nom é a primeira vez. Várias sedes das Astúrias, o oriente da Galiza e o norte leonês –áreas onde se desenvolve a luita mineira- sofrérom nas últimas semanas idênticas açons. Há alguns dias, o presidente da Cámara Municipal de Ponferrada foi esperado por dúzias de mineiros à saída de um bar no que se encontrava, onde foi agredido e insultado.

Há já quase 60 dias que o setor mineiro está em pé de guerra, e reafirmárom no começo desta semana a vigência da greve indefinida.

E em Madrid nom respondem

E enquanto isso acontece no Berzo, em Madrid o Ministro de Indústria, José Manuel Soria, nem apareceu na sessom de controlo no Parlamento espanhol na que, supostamente, teria de fornecer informaçons sobre o Plano 2013-2018 para o setor mineiro. Visitou os incêndios que assolam as Ilhas Canárias –mais umha naçom submetida polo imperialismo espanhol- três dias após eles começarem. Será que nom pudo antes? Ou que nom poderia amanhá?

Mas, ao contrário do que poda parece pola aparentemente nula preocupaçom do governo espanhol, tenhem o conflito às portas da sua casa. Hoje mesmo continuavam os protestos da ‘Marcha Mineira’, que deixavam umha mulher na UCI a maos da polícia espanhola, atingida polo disparo de umha bola de borracha de um anti(?)distúrbios. A Uniom Europeia tem definido esse armamento como letal.

A mulher ferida nom tinha nada a ver com a mineraçom. Estava a manifestar-se solidariamente. Desde que fai umha semana chegara a marcha à cidade o recebimento da populaçom madrilena tem sido de pleno apoio às suas reivindicaçons.

Fura-greves

As e os mineiros também estám a reclamar a adesom de mais companheiras e companheiros à luita. Ao grito de "Faltas tu, fura-greves", há umha semana em Bembibre, Toreno e Faveiro  150 trabalhadoras e trabalhadores informárom os seus “companheiros fura-greves que ficam em casa” de que tenhem que “defender o seu pam”.

E Vitro com apenas 15 pessoas a trabalhar

E entretanto, com menor visibilidade mediática que o conflito mineiro, há 406 pessoas que de vez acabam de passar ao desemprego. Desde há semana e meia apenas 15 funcionários e funcionárias –entre pessoal de administraçom e delegados e delegadas sindicais- trabalham na Vitro-Cristalglass. Vam dar saída às encomendas e desmantelar os centros de Campo Naraia e Toural dos Vaus até o Outono, quando também ficarám sem emprego.

Os piores prognósticos cumprírom-se e o ERE apresentado subitamente pola transnacional mexicana em junho termina da pior maneira possível. Da UGT, sindicato amarelo ao que pertence o presidente do Comité de Empresa Miguel Acebo, já baixam os braços e instam as e os trabalhadores a apresentar demandas individuais para reclamarem indenizaçons e salários atrasados, renunciando a um processo coletivo "para nom demorar" a situaçom.

Foto: Infobierzo - César Sánchez - Protestos de ontem em Ponferrada, na sucursal do PP.


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