A guerra do Iraque, que junto com a do Afeganistão representam os mais longos conflitos bélicos da história dos EUA, trouxe como principais consequências, enormes despesas militares, que aprofundaram a crise capitalista mundial, recorde de baixas e o assassinato em massa de civis. A miséria no País e os atentados, que supostamente seria a razão da invasão, aumentaram sensivelmente em todo o mundo.
Os movimentos nacionalistas guerrilheiros proliferaram no Iraque e se movimentaram na direção de vários países da região, tais como a Síria e o Sahel (região ao sul do Saara) africano. O incêndio do Oriente Médio coloca em xeque um dos principais pilares da dominação imperialista, principalmente do imperialismo norte-americano, o controle do petróleo. O ascenso desses movimentos nacionalistas mostra que o nacionalismo hoje está mais forte do que nunca e é um dos fatores fundamentais da bancarrota dos mecanismos de controle da região. A movimentação das massas e a desestabilização da região em geral têm um significado muito além de quem irá tomar o poder num desses países. Apesar dessa questão ser importante, muito mais importante é o enfraquecimento dos países centrais, os países imperialistas, que são o coração da revolução proletária mundial.
O fracasso das tropas imperialistas no Iraque e no Afeganistão reflete a crise de conjunto da dominação do imperialismo mundial, uma vez que o regime capitalista não tem condições de se sustentar por meio do seu domínio militar, nem político e nem econômico. A derrota do imperialismo é uma vitória importante para os povos e os trabalhadores de todo o mundo e é parte fundamental da tendência revolucionária mundial em marcha; mostra que a potência que surgiu da Segunda Guerra Mundial agora nem sequer consegue dominar países muito pobres e atrasados.