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cubaebolaCuba - La Jornada - [Rosa Miriam Elizalde, Tradução do Diário Liberdade - 20/09/14] O governo dos Estados Unidos reagiu como sempre, e o de Cuba também. Para combater o ebola na África ocidental, Barack Obama prometeu enviar três mil soldados, e Raúl Castro 165 médicos e enfermeiras, que chegaram no começo de outubro em Serra Leoa.


Na chamada Operação Assistência Unida dos Estados Unidos, "nenhum (dos integrantes) dessa força militar proporcionará cuidado direto aos pacientes com ebola", disse o porta-voz de Obama, Josh Earnest. Na ilha já se sabia, no entanto, que seus enviados farão exatamente o contrário [dos soldados dos EUA] e não serão os primeiros médicos cubanos que chegam na Serra Leoa.

Lá já havia 23 colaboradores e outros 16 trabalham na Guiné, dois dos países africanos onde a epidemia se expande a cobrou a vida de mais de 4.500 pessoas, de acordo com o mais recente levantamento da OMS (Organização Mundial da Saúde). No total, a maior da Antilhas tem cerca de 4 mil especialistas da saúde no continente africano, dos quais mais de 2 mil são médicos.

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"Nossa participação na luta contra o ebola na África não é um fato isolado: está sustentada no princípio de compartilhar o que temos", disse em conferência de imprensa na semana passada o ministro de Saúde Pública de Cuba, Roberto Morales, na sede da OMS.

Morales aterrizou em Genebra menos de 48 horas depois da conversa que teve com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e o presidente cubano, Raúl Castro, em uma operação das Nações Unidas para solicitar ajuda contra a epidemia para vários mandatários internacionais. Nesse encontro, Castro adiantou a disposição de Cuba em colaborar com todos os países, incluindo os Estados Unidos.

A brigada Henry Reeve

Os especialistas que foram para Serra Leoa fazem parte da brigada Henry Reeve, organizada em setembro de 2005 e é integrada por médicos preparados para enfrentar desastres e graves epidemias.

Este grupo, que leva o nome de um estadunidense que lutou na guerra pela independência de Cuba contra o colonialismo espanhol, tem uma história singular: foi criado pela ilha para ajudar as vítimas do furacão Katrina que devastou Nova Orleans em 2005.

Naquela ocasião, o líder cubano Fidel Castro lembrou dos princípios que movem a colaboração internacional da ilha em matéria de saúde: "Nós oferecemos a formação de profissionais dispostos a lutar contra a morte. Nós demonstraremos que há resposta a muitas das tragédias do planeta. Nós demonstraremos que o ser humano pode e deve ser melhor. Nós demonstraremos o valor da consciência e da ética. Nós oferecemos vida".

O presidente George W. Bush se recusou terminantemente a receber a ajuda humanitária cubana, a qual voluntariamente se incorporaram 10 mil médicos e enfermeiras do país caribenho, com altas capacidades profissionais. Apesar da soberba estadunidense, a brigada se manteve ativa e tem sido notícia – quase sempre local – em outras situações de desastre, como as que assolaram Paquistão, Indonésia, Bolívia, Chile e Haiti.

Os primeiros a chegar e os últimos a sair

Nessas nações, os médicos cubanos geralmente são os primeiros a chegar e os últimos a ir embora. Ao voltar do Chile no inverno de 2011, o doutor Juan Carlos Andux comentou comigo que os moradores de Rancagua e Chillán, duas das cidades mais afetadas pelo terremoto, lhe diziam: "Vocês são médicos 'piel a piel'". No começo, Andux não entendia: "Eles se referiam ao afeto, que escutávamos seus problemas. Para uma comunidade que sofre de estresse pós-traumático é essencial oferecer, além da atenção profissional, carinho, segurança, compreensão, apoio psicológico".


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