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che guevara escultura boliviaBolívia - Cuba Debate - [Patricio Montesinos] A ignorância e a contínua difamação imposta pelos grandes poderes midiáticos limitam milhões de pessoas de conhecer a Bolívia, a terra que o Che fertilizou com o seu sangue, e um país que te abraça desde o primeiro momento que o pisa, entre outras muitas coisas, porque está mais perto do céu do que da terra.


A abrupta, mas linda beleza, a cultura indígena milenar e o povo modesto e humilde, fazem que esta nação da América do Sul cative todos desde o primeiro instante que a conhecem, apesar de que na cidade principal, La Paz, e também em outras cidades a milhares de metros sobre o nível do mar, falte o oxigênio, não obstante sobra muita história que te faz respirar com intensidade.

Talvez tenha sido esse contraste, e o espírito guerreiro anticolonialista dos habitantes, o que cativou o Comandante Ernesto Guevara a iniciar na Bolívia uma nova Revolução Latino-americana, cujas ideias podem ser notadas cotidianamente neste país, e além disso, nesse continente, no século XXI, 45 anos despois do assassinato do Che.

Os Estados Unidos e seus regimes impostos nesta nação sul-americana fizeram de tudo para apagar os ideais do Guerrilheiro Heroico, mas San Ernesto, como o chamam por aqui, está presente em todos os cantos, como um fantasma fatídico para o império mais poderoso da história do universo, que pretende a todo custo manter a América Latina sob seu domínio e como seu quintal.

Vários "anjos terrenais" de San Ernesto, como os dignatários Evo Morales (Bolívia), Hugo Chávez (Venezuela), Rafael Correa (Equador), Daniel Ortega (Nicarágua), e as presidentas da Argentina, Cristina Fernández, e do Brasil, Dilma Rousseff, entre outros, por não mencionar Fidel Castro e o atual presidente cubano, Raúl Castro, no Caribe, provocam constantes pesadelos a Washington e uma paranoia incurável.

É justamente essa a causa dos planos desesperados que os Estados Unidos aplicam na América Latina para desestabilizá-la, utilizando desgastadas e velhas estratégias como os golpes de Estado, agora mais modernos, se quisermos chamar de algum modo, como o que recentemente foi feito contra o governo de Fernando Lugo, no Paraguai, e que frustradamente tentou-se materializar há alguns dias na Bolívia contra Evo.

Iluso, Washington insiste que vai conseguir materializar repetidas intentonas golpistas na América Latina, e romper a sólida unidade que atualmente caracteriza esta região, cansada dos constantes roubos e dos abusos dos sucessivos governos estadunidenses, e que hoje aposta em um futuro de integração, sem a presença dos que sempre desejaram ser seus carrascos.

San Ernesto, da Bolívia, continua dando ânimo, e com mais intensidade do que nunca, aos "anjos terrenais", que dia a dia tornam realidade os desejos do Che de que o continente no qual nasceu e ainda vive no pensamento de milhões de pessoas seja independente definitivamente de Washington.

Patricio Montesinos é jornalista espanhol e correspodente do Cubadebate en Madrid.


Tradução em português: Equipe de redacão em portugués da TeleSUR.


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