Um dos fatos que motivou a realização da manifestação pública foi a união entre os partidos Liberação Nacional (PLN), Acessibilidade sem Exclusão (Pase), Restauração Nacional e Renovação Costarricense para obter o controle do conselho legislativo. A aliança deu ao deputado Justo Orozco a presidência da Comissão Legislativa de DH.
Para o 'Movimento Invisíveis', a escolha foi uma afronta e um atentado aos direitos humanos, já que o deputado manifestou publicamente seu posicionamento "homo-lesbofóbico, xenofóbico, misógino e sexista". O próprio movimento surgiu após Orozco ter manifestado: "não os vejo, não os reconheço, por isso não os discrimino", fazendo referência à população homossexual, bissexual e transexual.
Para os Invisíveis, a fala de Orozco não foi apenas voltada para a população LGBTT. Suas palavras "repercutem em todas as reivindicações relacionadas à desigualdade social e política em geral e afetam a população: pessoas em condições de pobreza, povos indígenas, pessoas afrocaribenhas, migrantes, etc.".
Por isso, uma das principais exigências que serão apresentadas na marcha é a renúncia de Orozco da presidência da Comissão Legislativa de Direitos Humanos. Os Invisíveis também querem o estabelecimento de um Estado Laico que respeite a diversidade e garanta o cumprimento de normas nacionais e internacionais de DH.
Também pedirão que o Estado costarricense acate as recomendações do Comitê para a Eliminação de todas as Formas de Discriminação contra a Mulher (Cedaw) e da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) de revogar a proibição da fertilização in vitro, de modo a garantir o acesso à técnica de todas as mulheres que necessitem.
Todas/as são chamados a comparecer à Marcha, sobretudo aqueles que estão tendo seus direitos humanos violados e vulnerados e que desejam dizer às autoridades que estes direitos não são negociáveis e que é obrigação do Estado costarricense cumpri-los.
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Foto: Adital
