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211012 guatemalaGuatemala - Prensa Latina - Guatemaltecos marcharão no departamento sudoeste de Totonicapán, onde há 16 dias ocorreu um choque entre militares e camponeses, com saldo de seis mortos e mais de 30 feridos, anunciou um agrupamento de indígenas.


A manifestação pacífica será na próxima terça-feira para recusar o aumento da tarifa da energia elétrica, a proposta de reformas constitucionais e as modificações educativas, confirmou hoje Eusebio Hernández, vice-presidente da Junta Diretiva da Associação dos 48 cantões de Totonicapán.

Outros milhares de guatemaltecos caminharão nesse mesmo dia para exigir ao Executivo mudar de atitude e propiciar soluções às demandas sociais, anunciou a Coordenadora de Organizações Mayas para a Reforma do Estado.

A convocação é para este 23 de outubro com o objetivo de evitar misturar as reivindicações dos indígenas com as dos partidos políticos, que se manifestarão neste sábado, a propósito do Dia da Revolução, precisou Mario Chen, da Associação de Professores da Área Rural do Guatemala, integrante dessa coordenadora.

Quase cinco mil membros de organizações sociais e camponesas protestaram em 12 de outubro último na contramão das seis mortes de indígenas perpetradas por uniformados durante uma manifestação pacífica efetuada no passado 4 de outubro, no quilômetro 170 da rota Interamericana, em Totonicapán.

A conhecida Revolução de 1944 foi um movimento cívico-militar ocorrido no Guatemala 20 de outubro daquele ano, encabeçado por uniformados, estudantes e trabalhadores, quem derrocaram ao governo de facto do General Federico Ponce Vaides.

Também a Coordenadora de Organizações Mayas para a Reforma do Estado tem instado ao presidente guatemalteco, Otto Pérez, a se submeter de maneira voluntária a um juízo pelo referido confronto.

O mandatário deve ser sujeitado ao julgamento de maneira voluntária, o que seria uma mostra de que no país se desenvolve a democracia, considerou German Curruchiche, membro dessa instância.

Assim mesmo, a coordenadora tem pedido a renúncia dos ministros da Defesa, Ulisses Anzueto, de Governo (Interior), Mauricio López e do coordenador do Sistema Nacional de Diálogo, Miguel Ángel Balcárcel, pelo mencionado acontecimento.

Na passada quarta-feira, a corte Suprema de Justiça (CSJ) recusou a solicitação de juízo apresentada pela oposição contra Pérez e o titular da Defesa, Ulisses Anzueto, em respeito a esse distúrbio.


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