A Diretoria Nacional do MPD, firme na luta pela vigência dos direitos humanos e as liberdades públicas, declara seu consequente defesa do direito de asilo concedido a Julian Assange, mas também denuncia o duplo discurso do governo de Correa e exige a liberdade imediata dos presos políticos encarcerados pelo governo e a cessação da perseguição para os mais 300 encausados por sabotagem e terrorismo.
Luis Villacís, diretor nacional do MPD, manifestou que "É importante que se lhe tenha aprovado o asilo político a Assange, uma pessoa que denunciou de maneira frontal e documentada a intromissão dos Estados Unidos nos países do mundo, mas igual de importante é que Correa deixe de manejar esse duplo discurso em defesa dos direitos humanos e da liberdade imediata dos presos políticos do governo. Não é possível que, enquanto se dá o asilo a Julian Assange, lutadores populares e sociais como Marcelo Rivera, ex presidente da Federação de Estudantes Universitários do Equador, e os 10 de Luluncoto estejam presos por pensarem diferente ao governo e defenderem os direitos dos povos que foram consagrados na Constituição, e que viola os direitos humanos".
O dirigente emepedista assinala que "A falta de diligência do governo e sua atitude indolente sobre este tema, desde que Assange se refugiou na Embaixada equatoriana, no passado dia 19 de junho, deu pé para que o Tribunal de Supremo de Grã-Bretanha tome a decisão, no mês de agosto, de conceder a extradição reclamada pelo Governo Sueco, o que causou um conflito diplomático entre o Equador e o Reino Unido que, munido de sua prepotência e insolência, tal como Correa, hoje ameaça com invadir a Embaixada equatoriana em Londres, o qual é uma violação da nossa soberania nacional e atenta contra a autodeterminação dos povos, ação prepotente e violação que os empedistas recusam".
Villacís enfatizou que o respeito pelos direitos humanos deve ser a nível nacional e internacional, porque no Equador mais de 300 pessoas são encausadas por sabotagem e terrorismo, entre eles: trabalhadores, indígenas, camponeses, docentes, estudantes, intelectuais, ecologistas e atualmente o caso dos defensores da água em Quimsacocha. Além disso, são fechados meios de comunicação comunitários, como é o caso de TV Sagnay (único canal público que esteve em mãos das comunidades indígenas), são apreendidos os bens da Revista Vanguardia, persegue-se jornalistas honrados que denunciaram os casos de corrução existentes dentro das diferentes esferas do governo através de demandas milionárias, se buscam uma série de mecanismos que permitem ao governo manter vigilância permanente sobre os meios de comunicação, um exemplo disso é a elaboração do novo Código Penal no que "casualmente" os supostos delitos cometidos por Assange seriam punidos com penas de reclusão.


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