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cauca0Colômbia - Adital - Os moradores do norte do departamento de Cauca (oeste da Colômbia) reiteraram que a única maneira de frear a perseguição é que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e o Exército abandonem a região, por isso continuam em resistência.


Ante a negativa do presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, de desmilitarizar o município Toribío (oeste) os indígenas continuam desmontando trincheiras do Exército em rechaço à presença da Força do Estado e da guerrilha na região.

Cerca de mil indígenas levantaram na véspera uma bandeira branca, outra vermelha e verde no monte Las Torres onde ficava uma bandeira militar como símbolo do Conselho Regional Indígenas de Cauca.

O governador do cabildo de Toribío, Marcos Yule, indicou que os indígenas encheram com terra mais de 300 metros das trincheiras militares que serviam aos soldados para proteger-se ante um ataque das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Acrescentou que também lançaram terra às guaritas e o alambrado que rodeia o monte foi desmantelado por completo.cauca1

O funcionário reiterou que a exigência é que o Exército se retire do lugar e em substituição uns 500 guardas indígenas ficarão dando segurança às torres, ao território e a uma reserva natural que dá origem a vários nascedouros de água.

A correspondente da teleSUR na Colômbia, Angie Camacho, indicou que as ações de resistência que as comunidades encaminharam começaram a replicar-se em diferentes zonas, pois a população assegura que a única maneira de parar a importunação é tirando a força pública da região.

Camacho agregou que nesta sexta-feira as autoridades máximas dos cabildos estão reunidas e deliberando sobre qual vai ser o procedimento. "Uma hipótese é que eles poderiam ir em uma mingade resistência para o município de Jambaló - a três horas de distância – para derrubar as trincheiras e pedir à força pública que saia dali".

Pela situação no departamento de Cauca, onde nesta quarta-feira o presidente Santos não aceitou o pedido que os nativos fizeram para desmilitarizar a zona, o líder indígena Feliciano Valencia solicitou que o juiz espanhol Baltasar Garzón atue de interlocutor com o Governo para abrir um canal de diálogo.

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"Propomos que para a interlocução e concretização da proposta nos designem ao juiz Baltasar Garzón para preparar esse espaço de diálogo amplo e aberto", afirmou o dirigente.

A petição responde ao fato de que o ex-juiz colaborou na defesa dos direitos das comunidades aborígenes de Cauca, que se declararam neutras ante o conflito armado pelo qual a Colômbia atravessa há quase 50 anos.

Ataques em Jambaló não cessaram

A jornalista da teleSUR precisou que as atividades militares continuam em completa normalidade, "eles ainda têm o controle. Quando lhes derrubam as trincheiras voltam e as constroem para resguardar-se dos combates com a guerrilha".cauca4

 

 

 

 

Acrescentou que as Farc continuam arremetendo no município de Jambaló e a força pública está respondendo. "Não cessaram os combates na zona (...) Ontem às 3h locais se registrou um enfrentamento e a população se resguardou nas casas e comércios. Isto acontece porque a força pública está muito perto das casas e dos negócios", apontou.

A notícia é da TeleSUR


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