Os manifestantes exigiam o cancelamento do Projeto de mineração Conga, em Cajamarca, o fim do estado de emergência na província, a liberdade para 15 presos durante as manifestações que ocorreram no início do mês e a punição dos responsáveis pelas cinco mortes de cajamarquinos, ocorridas durante as manifestações. Alguns manifestantes foram presos, acusados de pixar um dos monumentos da praça onde a manifestação era realizada.
Apesar do estado de emergência, o povo saiu massivamente às ruas em Chimbote, Bambamarca e Ica. Em Ica, cerca de mil trabalhadores chegaram a bloquear uma das estradas que dá acesso à cidade. Os manifestantes pediam a renúncia de Oscar Valdés, primeiro ministro e maior defensor do Projeto Conga no governo. Em Bambamarca, os protestos levaram mais de mil pessoas nos dias 11 e 12 de julho às ruas.
Em Cajamarca, as manifestações se repetem quase diariamente desde 21 de junho. Em 12 de julho, até mesmo o presidente da província saiu às ruas, enfrentando o estado de emergência. Mas, enquanto isso, o povo bloqueava uma via no povoado de Chota, resultando em 30 pessoas presas. Todos os comércios estavam fechados e mais de 10 mil pessoas protestavam contra Conga e a inviabilidade do governo.
