Desde que ocorreu a tragédia, no dia 14 de fevereiro, a situação de desastre é total e os presos passam as noites à intempérie, alertou o Centro de Prevenção, Tratamento e Reabilitação das Vítimas da Tortura e seus Familiares.
Esta situação e outros traumas provocados pelo incêndio geram insônia na maioria dos presos, que se queixam pela falta de roupas, toalhas, sandálias, artigos de higiene pessoal, papel higiênico e outros.
Os presos precisam receber mais água do que o centro fornece, onde a atenção médica não está disponível em tempo integral e apenas é proporcionada pelo enfermeiro da instituição, acrescentou o comunicado.
É necessário que a Secretaria de Saúde complete a aplicação da vacina antitetânica nos sobreviventes. Até hoje somente 40 foram vacinados, enfatizou a organização civil.
Também foi solicitada às autoridades penais que permitam a entrada de alimentos e artigos doados pelos familiares dos detentos e a proceder a construção imediata de um novo presídio na zona.
Relatórios oficiais indicaram no sábado 357 os mortos pelo desastre, relacionado por alguns sobreviventes com uma fuga planificada por 85 réus com os guardas do presídio, em troca de quase cinco mil dólares por cada um dos participantes no complô.
Funcionários da Secretaria de Segurança anunciaram na quinta-feira que o número de vítimas subia para 377, no entanto o jornal digital Processo assegurava, supostamente sobre a base de uma lista oficial, que rondavam os 382.
Esta é a pior tragédia carcerária na história do mundo e a terceira de seu tipo que ocorre em menos de uma década em Honduras, o país mais violento, com uma taxa de 86 homicídios por cada 100 mil habitantes.
