Uma reunião entre o presidente de Cuba, Raúl Castro, e o primeiro-ministro da Rússia, Dmitri Medvedev, ocorrida nesta quinta-feira (21/02), em Havana, selou um acordo de cooperação bilateral que reduz parcialmente uma dívida da ilha originada na época da antiga União Soviética, além de outros acordos relativos à aeronáutica e prospecção espacial. A Rússia vai arrendar a Cuba oito jatos avaliados em 650 milhões de dólares.
O ministro russo da Indústria e Comércio, Denis Manturov, que participa da viagem, disse que a Rússia cancelará parte de uma dívida de 30 bilhões de dólares, e oferecerá um plano de refinanciamento de dez anos para o valor restante.
"Houve uma dívida acumulada relacionada a empréstimos alocados pela União Soviética, e agora preparamos um acordo que deve ser submetido a todos os procedimentos necessários", disse Manturov. Segundo ele, o documento final sobre o acordo da dívida deve ser assinado até o final do ano.
A Rússia também arrendará três aviões Ilyushin-96-400, com grande autonomia de voo e três jatos regionais AN-158, e dois TU-204SM, para viagens de média distância, conforme acordos selados na presença dos dois líderes.
Moscou oferecerá garantias soberanas a um conjunto de bancos russos que financiam o acordo, segundo Manturov.
Previamente, o governante cubano e o primeiro-ministro russo passaram em revista o estado das relações bilaterais durante as conversas oficiais que realizaram nesta quinta-feira no Palácio da Revolução, informou a televisão estatal cubana.
Na reunião, os dois dirigentes ratificaram a vontade política de continuar aprofundando os vínculos em matéria de investimentos, comércio e nas esferas de turismo, saúde, educação, ciência e cultura.
Castro e Medvedev presidiram a cerimônia na qual delegações de ambos os governos assinaram os acordos que também incluem as áreas de alfândega, educação, medicina nuclear, instalações imobiliárias de suas embaixadas, meio ambiente e arquivos nacionais.
Após a Revolução Cubana (1959) até o fim da Guerra Fria (1945 – 1991), Cuba e URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas) foram grande parceiros políticos, estratégicos e comerciais. Com o esfacelamento soviético, Cuba perdeu seu principal financiador internacional.
