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bandera-guatemalaGuatemala - Prensa Latina - Organizações de indígenas mantêm sua inconformidade com os preparativos impulsionados hoje pelo governo guatemalteco para festejar o 13 Baktún (conta longa de 394 anos) em dezembro.


O Observatório Indígena Nacional criticou o gasto milionário do Executivo na promoção das celebrações pela mudança de era profetizada pelos sábios maias.

De acordo com essa fonte, o Ministério de Cultura gastou 26 milhões de quetzais (3 milhões 270 mil 440 dólares) e o Instituto Guatemalteco de Turismo, 40 milhões de quetzais (5 milhões 31 mil 446 dólares) com a desculpa de promover esse acontecimento.

A despesa autorizada pela Presidência, mediante um convênio, era para capacitar os diferentes promotores de turismo em relação ao Baktun e fazer melhoras nos lugares sagrados, indicou ontem Mario Itzep, membro dessa instituição, citado pelo meio informativo http://www.s21.com.gt.

No entanto, Itzep afirmou que os monitoramentos realizados nesses lugares demonstram que estão em mau estado.

Dias atrás, vários grupos de povos maias reiteraram sua oposição ao caráter comercial e propagandístico das festividades previstas pelo Governo pelo 13Â� Baktún.

As autoridades governamentais promovem uma "atração turística e comercial para fora", mas não com a profundidade e a espiritualidade que essa data carrega, considerou Ángel Zapeta, do Conselho Nacional de Educação Maia.

O indígena Ajpu Pablo García disse que a forma como a Presidência assume a chegada deste acontecimento pode ser chamada de show.

"Não está sendo respeitado o ponto de vista dos avôs e avós das comunidades. Pretende-se trazer gente estrangeira para assistir um show", opinou no dia 31 de agosto o também investigador da Universidade privada Rafael Landívar, mencionado pelo jornal guatemalteco Século 21.

Antes, a Conferência Nacional de Ministros da Espiritualidade Maia tinha informado que receberiam a mudança de época separados das autoridades oficiais porque, na opinião deles, carecem de ação para reconhecer direitos de povos originários, como afirmou Felipe Gómez, integrante desse agrupamento.

Por sua vez, a líder espiritual Andrea Roccé pediu ao Executivo que retome a iniciativa da Lei de Lugares Sagrados, que busca proteger e recuperar mais de cinco mil áreas reconhecidas pelo Ministério de Cultura, como templos, cemitérios, cidades antigas e paisagens naturais.


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