Rodeados pela Frente dos Povos em Defesa da Terra (FPDT), as/os estudantes convocaram organizações, coletivos, ativistas, líderes sociais e ao público em geral, a fazerem parte deste encontro com o propósito de transcender a conjuntura eleitoral.
Dois meses depois do surgimento deste movimento, com o objetivo de confrontar a visita à Universidade Iberoamericana do candidato presidencial do PRI-PVEM, Enrique Peña Nieto, as/os jovens buscam ampliar suas demandas de "democratizar os meios de comunicação".
Laura Murcia, integrante do YoSoy132, disse que na Assembleia Geral Interuniversitaria se concluiu que a esta altura do processo eleitoral é necessário vincular-se com outros tipos de lutas e demandas políticas.
O anúncio foi feito numa coletiva de imprensa na companhia de Luis Cottier, porta-voz do movimento; Daniel Camacho, integrante do FPDT; e América del Valle, perseguida política após a intervenção da polícia em Texcoco e Atenco, em 3 e 4 de maio de 2006.
América e sua família – seus pais, Trinidad Ramirez e Ignacio del Valle, principalmente – foram vítimas da operação ordenada pelo então governador do Estado do México, que foi publicamente denunciado como responsável pelo ocorrido.
Ambos os movimentos declararam seu repúdio ao porta-bandeira priista de modo que a Convenção Nacional contra a Imposição está focada em unir esforços para impedir que Peña Nieto chegue à Presidência, ou pelo menos continue sendo questionado no processo eleitoral.
"É de vital importância simbólica, histórica e social que esta Convenção Nacional tenha como sede San Salvador Atenco e que seja impulsionada pela Frente dos Povos em Defesa da Terra", reafirmaram as/os estudantes, que disseram que adotaram os ideais dessa luta.
América del Valle juntou-se às demandas estudantis e reiterou sua exigência de justiça para as 11 mulheres que arquivaram uma demanda internacional contra o Estado mexicano, por sua responsabilidade na violação sexual que sofreram durante as operações.
A intervenção da polícia em 3 e 4 de maio de 2006 deixou como saldo 211 detidos, dos quais 47 eram mulheres; 26 delas foram violadas sexualmente por policiais, 11 delas levaram seu caso à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH).
Foi lançada uma pergunta: "Não teríamos que ter medo de um impostor, um criminoso que manda, ordena, um imperativo que implica tortura sexual, encarceramento, para se vingar de um povo que defende a terra, seus direitos e que levantou a voz?".
A ativista disse que o povo de Atenco se solidariza com as/os estudantes e adiantou que o Movimento por Paz com Justiça e Dignidade, entre outras organizações, estará presente no encontro deste fim de semana.
A notícia é de Anayeli García Martínez | Cimac