Enorme é a admiração que despertam de vocês em mim e em todos os guerrilheiros das FARC-EP.
O inimigo de classe desenrola uma grande ofensiva contra-insurgente e reacionária em todo o país, e temos sentido. É cada vez mais evidente que a luta das FARC-EP é uma luta contra o império ianque, com sua tecnologia de ponta e seus dólares, porém, sei que hoje em dia já nenhum colombiano, nem sequer a classe governante pode negar que não foi apanhada desprevenida. É uma luta de David contra Golias e as FARC-EP podem sentir orgulho de ter feito resistência a ofensiva mais longa na história da Colômbia: o Plano Colômbia e o Plano Patriota.
Vocês, desde seus focos de resistência, que são as prisões da Colômbia, não se deixaram intimidar nem amedrontar com o inimigo, mesmo que estejam nas mãos deles, e isso é de admirar. O ânimo nunca é constante, cada um tem seus altos e baixos, que são próprios do ser humano. O importante é não deixar que ninguém nos manipule a moral. Penso que a moral deve ser nutrida diariamente, algo assim como dar água a uma planta para que não morra.
O inimigo trata de bombardear a moral por todos os lados, oferecendo benefícios, planos de reinserção, buscando sempre os lados mais fracos das guerrilheiras: a família, os filhos, etc. (me lembrei de uma propaganda de rádio que escutei recentemente insinuando que as guerrilheiras que aceitasse a reinserção, ficariam mais bonitas, pois receberiam cosméticos para o rosto, ou algo assim. Até aonde chega o absurdo, não?
Alimentemos nossa moral sempre com as lembranças que teremos de cada um de nossos inesquecíveis chefes, do camarada Manuel, o Mono, o camarada Alfonso... e muito mais. Mas também com os documentos que eles deixaram, que representam nossa linha político-militar que faz que todos, onde quer que estejamos, marchemos na mesma direção: até a tomada do poder para o povo. Aqui sentimos a ausência deles. Eram verdadeiramente homens singulares que só podem ser substituídos pelo esforço coletivo e redobrado de todos os guerrilheiros e guerrilheiras das FARC-EP.
Recordo que minha querida Mariana Paez, em ocasiões, me dizia que a mulher guerrilheira é feita de uma madeira muito fina, especial. Nós devemos honrar a memória dela e de outras muitas guerrilheiras caídas em combate e ser umas lutadoras incansáveis, um exemplo para milhões de mulheres no mundo que são exploradas e humilhadas pelo sistema. Com altura e decisão vamos enfrentar qualquer situação, por mais difícil que seja.
Camaradas: Adiante! Para trás nem para pegar impulso!
Um abraço,
Alexandra
Julho de 2012
Alexandra é o nome de guerra da holandesa Tanja Nijmeijer, guerrilheira das FARC-EP.


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