1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 (1 Votos)

Tultitlán-migrantesMéxico - La Jornada - [Gloria Muñoz Ramírez] Todos os dias centenas de migrantes ficam à mercê da delinquência organizada e dos policiais que os extorquem na estação do trem de Lechería, no município de Tultitlán, lugar onde no passado 9 de julho fechou suas portas a Casa del Migrante, que os acolheu durante três anos, oferecendo-lhes um lugar para dormir e algo de comer e, sobretudo, um refúgio em seu perigoso percorrido rumo aos Estados Unidos.


Os migrantes, em sua maioria centro-americanos, e também mexicanos, chegam a esse lugar do norte da Cidade do México pensando que a parte mais perigosa do trajeto já foi vencida. Já percorreram Chiapas, Oaxaca e Veracruz, enfrentando assaltos, fome, extorsões, frio e chuvas. Porém, ainda estão a menos da metade do caminho. São mil quilômetros desde a fronteira sul do México e terão que percorrer mais de mil quilômetros até chegarem à primeira fronteira com os Estados Unidos e aí começar outra Via Crucis até chegar ao seu destino.

Na inóspita estação de Lechería, o sonho parece muito distante de ser realizado. A lona que o governo estatal instalou como refúgio provisório é insuficiente. É mais uma medida de difusão do que uma resposta real ao grave problema, que é melhor atendido por grupos de ativistas do que por iniciativas governamentais.

Andrea González, professora da Unam (Universidade Nacional do México) e membro do coletivo 'Ustedes somos nosotros' (Vocês somos nós)leva-lhes comida e roupa todos os dias. A ativista explica que a carpa foi colocada como resposta à emergência após um acordo entre o presidente municipal de Tultitlán e a Igreja, para abrigar um comedor (restaurante popular). O que vimos é que o comedor não é suficiente; está chovendo muito e os migrantes não podem subir ao trem porque este passa muito rápido e porque a polícia privada não permite.

Nas imediações do albergue sem paredes, um migrante hondurenho com o braço engessado decide não entrar: O lugar cheira mal e nos tratam como crianças, ele diz ao repórter Arturo Lorot. Ao perguntar-lhe sobre as razões que o levam a buscar abrigo na carpa, responde que fora essa opção nada o protege dos assaltos ou dos sequestros. Mostra seu gesso e relata que a fratura no braço é resultado de um assalto que sofreu dois dias, quando quatro homens o atacaram e quebraram seu braço.
Marta Sánchez Soler, fundadora do Movimento Migrante Mesoamericana, assinala de modo cortante que a responsabilidade da atenção aos migrantes é do Estado mexicano. Na própria lei de migração estão assinalados seus deveres; porém, como o governo não faz nada, a sociedade civil atua de maneira espontânea.

Tradução: ADITAL


Diário Liberdade é um projeto sem fins lucrativos, mas cuja atividade gera uns gastos fixos importantes em hosting, domínios, manutençom e programaçom. Com a tua ajuda, poderemos manter o projeto livre e fazê-lo crescer em conteúdos e funcionalidades.

Microdoaçom de 3 euro:

Doaçom de valor livre:

Última hora

Quem somos | Info legal | Publicidade | Copyleft © 2010 Diário Liberdade.

Contacto: info [arroba] diarioliberdade.org | Telf: (+34) 717714759

Desenhado por Eledian Technology

Aviso

Bem-vind@ ao Diário Liberdade!

Para poder votar os comentários, é necessário ter registro próprio no Diário Liberdade ou logar-se.

Clique em uma das opções abaixo.