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chile-1Chile - Vermelho - A presidenta da Central Única dos Trabalhadores do Chile (CUT), Bárbara Figueroa, expressou na quarta-feira (1º) a necessidade de uma nova institucionalidade trabalhista no país e com base nisso convocou uma greve geral no dia 11 de julho.


No encerramento da multitudinária marcha pelo dia internacional do trabalhador, a militante do Partido Comunista criticou que "o governo de Sebastián Piñera se atreve a falar de geração de empregos quando os trabalhadores chilenos vivem uma profunda desigualdade, já que não basta ter emprego para sair da pobreza".

A dirigente enviou uma mensagem para os carabineiros (polícia militar), para que parem com a repressão contra os jovens que saem para manifestar-se nas ruas. Também expressou o descontentamento com a proposta de salário mínimo apresentada pelo Executivo. "As mobilizações são uma expressão gráfica do cansaço de um povo diante a políticas de um Estado que abandonou a maioria dos chilenos, ao negar direitos fundamentais como a saúde e educação", sublinhou.

Por sua vez, o correspondente da TeleSur no Chile, Raúl Martínez, informou que o mais relevante as jornada de mobilizações foi a reivindicação por mudanças profundas no trabalho e melhorias sociais.

O jornalista confirmou a convocatoria para uma greve nacional na data emblemática, pois em 11 de julho se celebra no país o Dia da Dignidade Nacional e a estatização da indústria do cobre, uma conquista alcançada pelo presidente socialista Salvador Allende (1970-1973).
O correspondente explicou que a maioria dos trabalhadores chilenos são terceirizados e por isso uma de suas demandas é mudar o sistema trabalhista.

Também pedem para reformar o sistema de pensões que guarda para si os lucros e socializa somente as perdas. A convocatória reuniu mais de 100 mil pessoas no Dia Internacional do Trabalhador em Santiago. Desde o inicio da mobilização se reportaram enfrentamentos entre jovens e os carabineiros, que realizaram revisões seletivas, tanto de pessoas como de mochilas, sem motivo aparente, nem fundamento legal.

Apesar dos tentativas de violência, houve expressões de música, danças, bandeiras e cartazes, que tornaram pública a necessidade de acabar com o atual modelo de fundo de pensões, considerado herança da ditadura militar de Augusto Pinochet (1973-1990), para mudar por um "sistema de carácter público, compartido pelo trabalhador e pelo empregador".

Com informações da TeleSur.

Imagem: repressão do 1º de Maio no Chile.


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