Um choque entre policiais e professores ocorreu na sexta-feira em Guerrero quando filiados à Coordenadora Estatal dos Trabalhadores da Educação desse estado e de outras organizações sindicais bloquearam as seis vias da Autopista do Sol e o entroncamento à estrada que vai ao balneário de Acapulco.
Os uniformizados, ao redor de 1500, desalojaram à força os professores, ação na qual resultaram feridos, segundo meios locais, cinco professores, sete agentes e dois repórteres. Ademais cinco dos professores manifestantes foram detidos.
Da China, onde se encontra em viagem de trabalho o presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, assumiu na própria sexta-feira a responsabilidade da ação policialesca.
"Estive a par de todos os fatos e das ações e medidas que o governo da República tomou para restabelecer ordem e fazer respeitar os direitos de terceiros", disse.
Também comentou que não pode ser feito valer um direito na contramão do direito, e reforçou que "vamos manter o caminho do diálogo, do acordo, de escutar, mas também de fazer valer a lei".
Por sua vez, o secretário de Educação Pública, Emilio Chuayffet, em um fórum sobre plano nacional 2013-2018, reforçou que "ninguém deterá o processo da revolução educativa, e precisou que "essa missão só pode ser cumprida se todos ganham: os professores, as crianças, os pais de família e nossa nação".
Integrantes da Seção 22 da Coordenadora Nacional de Trabalhadores da Educação de Oaxaca ameaçaram levar a cabo neste sábado ações mais contundentes, para apoiar a seus colegas guerrerenses e que libertem os professores detidos.
Nesse meridional estado mexicano faz semanas também os professores protestam por modificações na reforma educacional e por demandas que incluem sistemas de avaliações mais justos e respeito à antiguidade trabalhista no magistério.
