Ainda que ontem o presidente Nicolás Maduro declarou derrotado o provável "golpe de Estado" em curso, nesta quarta-feira prosseguirão as medidas de segurança para garantir a paz nesta nação sul-americana.
Segundo informou o major general Wilmer Barrientos, chefe do Comando Estratégico Operacional da Força Armada Nacional Bolivariana, as unidades policiais continuarão subordinadas a dita entidade militar.
Barrientos -a cargo além do Plano República para a segurança das eleições- manifestou na terça-feira a disposição das forças militares para defender as instituições e a democracia na Venezuela.
Advertiu, em consequência, que não consentirá com perturbação alguma da paz no país.
Pelo momento, o ex-candidato Capriles desistiu de sua convocação a uma marcha, prevista para hoje, até a sede do Conselho Nacional Eleitoral, o que pode ter gerado novos incidentes violentos nesta capital.
Precisamente, o governo venezuelano tem responsabilizado a Capriles e seus colaboradores próximos de estimular a violência de seus seguidores ao desconhecer os resultados emanados das urnas no domingo último, que foram avaliados pelo Poder Eleitoral depois de auditar 54 por cento dos comprovantes de voto. As ações desestabilizadoras aconteceram desde a noite da segunda-feira última em várias regiões do território nacional; entre elas, os governos de Anzoátegui, Miranda, Táchira, Mérida e Barinas.
Os ataques tiveram como objetivos principais as sedes do Partido Socialista Unido de Venezuela, meios públicos de comunicação, urbanizações e mercados populares, e instituições de saúde como os Centros de Diagnóstico Integral.
Fontes oficiais confirmaram até o momento a detenção de 170 pessoas envolvidas nestes fatos.