A executiva da Confederação de Mulheres Camponesas, Julia Ramos, afirmou que se determinou criar um Estado Maior entre esses agrupamentos sociais para realizar uma melhor coordenação em defesa do processo democrático.
O chefe de Bancada do Movimento ao Socialismo em La Paz, Donato Callisaya, afirmou igualmente que essa instância legislativa apoia incondicionalmente ao presidente Evo Morales e o processo de mudança, e se declarou em estado de emergência.
Não vamos permitir que no país passe "algo ruim(desestabilização)", estamos organizados e pedimos aos parceiros policiais que esgotem o diálogo, assegurou Callisaya em coletiva de imprensa.
Organizações sociais de Chuquisaca declararam-se em estado de emergência para defender a democracia e o processo de mudança no país, ante as ameaças de uma vez de Estado, gestado por grupos políticos infiltrados no amotinamento dos polícias de baixa graduação, informaram fontes sindicais.
"Estamos prontos para defender ao governo de Evo Morales ante a tentativa inesperadamente de Estado porque não entendemos que algum setor da Polícia continue mobilizado quando se deu um aumento salarial, sua principal demanda", apontou a presidenta da Federação de Mulheres Camponesas de Chuquisaca, Arminda Durán.
A dirigente camponesa exortou aos policiais mobilizados a não se deixar utilizar por interesses políticos que buscam gerar um ambiente propício para fazer estalar atos de violência e morte de civis.
Durán asseverou que as mulheres camponesas estão preparadas ao igual que a Federação Única de Trabalhadores de Povos Originários de Chuquisaca e a Federação de Juntas Vecinales, quem ratificaram seu respaldo ao presidente Morais e ao processo de mudança no país.
Em Santa Cruz o presidente da Coordenadora de Setores Sociais, José Guachalla, afirmou que essa organização se declarou em emergência e mobilização permanente contra o motim policial e em defesa do processo democrático no país.
Guachalla indicou que os setores sociais estão decididos a castigar a políticos de direita que instigam à violência e desestabilização do governo.
Uma multitudinária marcha de camponeses, sindicais, mulheres camponesas, comerciantes, universitários, cocaleros e outros setores marcharam em Cochabamba com consignas de Democracia sim, golpe não" e "Evo irmão, o povo está contigo".
"Convocamo-nos para defender a democracia, porque custou-nos muitas vidas e para dizer ao presidente Evo Morales que não se sinta só", apontou a presidenta da Coordenadora Departamental para a Mudança, Leonida Zurita.
Por sua vez, a secretária executiva da Federação Departamental de Mulheres Camponesas Indígenas e Originarias Bartolina Sisa, Isabel Domínguez, convocou a manterem-se alertas ante qualquer afã conspirador e pediu aos policiais não se deixar manipular por interesses políticos de opositores ao processo de mudança.
O secretário executivo da Federação Sindical Única de Trabalhadores Camponeses, Jorge Castellón, assinalou que não deixarão que se desgaste ou tente desestabilizar o governo.