Ataques à granada foram feitos contra a residência do primeiro-ministro e a sede do partido governante, o PAIGC, foi tomada, bem como outros pontos estratégicos, incluída a rádio e a embaixada portuguesa. A televisão ficou sem emissão.
Disparos de rockets estão a ser ouvidos perto da residência do primeiro-ministro e candidato a presidente, Carlos Gomes Júnior, e o parlamento está cercado. Gomes Júnior poderá ter morrido e o presidente interino estará detido polos revoltados, grupos de militares bem organizados que protagonizam mais um golpe dos que de maneira periódica na Guiné-Bissau.
Já nos últimos dias houve declarações de políticos da Guiné alertando sobre a proximidade de um novo golpe, enquanto as Forças Armadas do país reclamaram a saída do país dos 500 militares angolanos que estavam no país para conduzir a normalização da situação num dos países com maior frequência de golpes militares no continente africano. Desconhece-se ainda a reação que possa ter provocado este golpe nas forças da Angola.
Fala-se em pânico da população civil, refugiada nas casas e já habituada a viver momentos como os atuais.
A Guiné-Bissau, ex-colónia portuguesa, é um dos países mais pobres do continente africano, com mais de metade da população a viver na pobreza, um em cada três habitantes a viver com 2 dólares por dia e, em contraste, altos índices de corrupção e desigualdade. Calcula-se que mais 3 milhões de pessoas por ano se convertem em extremamente pobres no país, que conta com uma população de um milhão e meio de pessoas, aproximadamente.
