La Coubre, procedente de Hamburgo, Bremen, Amberes e Le Havre, chegou a porto havaneiro com um lote de armamento apesar das pressões de Washington para impedir sua chegada ao país.
Durante as primeiras horas da tarde do dia 4 de março de 1960 aconteceu uma explosão inicial e minutos mais tarde a segunda, que causou o maior número de vítimas, pois nesse momento dezenas de militares e trabalhadores ofereciam ajuda às vítimas no local da primeira detonação.
As evidências indicavam que, após fracassarem as tentativas da Casa Branca para cancelar a venda, membros da Agência Central de Inteligência (CIA) colocaram um explosivo entre as caixas de granadas antitanques, o qual foi ativado com a retirada da carga situada sobre ele.
Os resultados das pesquisas demonstraram que se tratava de uma sabotagem preparada em algum ponto de embarque ou durante a travessia.
No cargueiro viajava, sem explicações lógicas, um jornalista estadunidense chamado Donald Lee Chapman, que embarcou em Le Havre e dirigia-se a Omaha, estado norte-americano de Nebraska, Estados Unidos, mas a embarcação francesa só o deixaria em Miami.
Duas semanas após o ato terrorista, no dia 17 de março de 1960, o presidente dos Estados Unidos, Dwight D. Eisenhower, assinou o documento intitulado "Um programa de ações encobertas contra o regime de Fidel Castro".
O texto continha uma série de medidas em execução, que preparavam as condições para o que mais tarde terminaria na derrota da invasão mercenária de Praia Girón.
A ação terrorista ocorrida em 1960 aprofundou a convicção dos cubanos de radicalizar o processo revolucionário iniciado em 1959, e só foi superada em intensidade pela invasão à Praia Girón em 1961.
