"Os prejuízos econômicos calculados a preços correntes superam os 100 bilhões de dólares e esse bloqueio é a principal causa dos problemas econômicos de nosso país", afirmou o chanceler Bruno Rodríguez durante apresentação à imprensa, em videoconferência com Nova York, em setembro.
Na semana que vem, a Assembleia Geral considerará, pelo 21º ano consecutivo, um projeto de resolução apresentado por Cuba e que exige o fim do assédio estadunidense.
Durante o recente debate anual de alto nível da Assembleia Geral da ONU, representantes de 45 países exigiram explicitamente o levantamento do bloqueio econômico, comercial e financeiro contra Cuba.
O Brasil é altamente solidário à causa. O ministro de Relações Exteriores, Antonio Patriota, afirmou que o país "manifestou seu respaldo a Cuba em sua luta contra o bloqueio econômico-comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos".
O "bloqueio" imposto em fevereiro de 1962 e condenado esmagadoramente a cada ano pela Assembleia Geral da ONU traz "um prejuízo humano incalculável, pois provoca sofrimentos, carências, dificuldades, que atingem cada família cubana", assinalou Rodríguez durante a videoconferência em Nova York.
Impacto na economia
As perdas somente com a compra de alimentos dos Estados Unidos superarão os 105 milhões de dólares, como informa o comunicado.
A área esportiva também foi impactada. Várias das equipes esportivas de alto rendimento de Cuba nos últimos Jogos Olímpicos tiveram que prescindir de alguns implementos especializados produzidos por empresas estadunidenses. Em outros casos, o país foi obrigado a recorrer a mercados distantes e adquiri-los a preços muito mais altos.
O impacto negativo do bloqueio estadunidense também prejudicou em US$2,3 bilhões o setor do turismo da ilha devido às restrições impostas aos viajantes estadunidenses à ilha.
No geral, o montante dos prejuízos com a impossibilidade de utilizar dólar estadunidense nas transações externas de Cuba aumentou 57% em 2011.
Da mesma forma, cresceram os danos resultantes de fundos retidos, ruptura de contratos e litígios, entre outras causas, como aponta o texto distribuído pela representação cubana na ONU.
Esse cerco ocasionou um dano econômico crescente, até dezembro de 2011, a US$ 1,66 trilhão, considerando a depreciação do dólar frente ao ouro no mercado internacional.
