O aprofundamento da crise capitalista mundial tem provocado a corrida das multinacionais imperialistas para manter as taxas de lucro, fortemente impactadas pela queda da demanda e a contração do consumo, pois o enorme empobrecimento dos trabalhadores tem acentuado a crise de superprodução.
O controle direto das fontes de matérias primas facilita ao imperialismo a exploração devastadora dos recursos naturais, direcionada à especulação financeira, minimizando os investimentos com segurança e a preservação do meio ambiente, além de facilitar a superexploração dos trabalhadores.
As técnicas que começaram a ser implementadas para a exploração de petróleo e gás nos últimos três anos, e que agora estão sendo usadas em larga escala, tais como as várias variantes da chamada fratura hidráulica, são responsáveis por enormes catástrofes ambientais em vários países do mundo, inclusive nos EUA, onde a exploração de gás tem devastado o solo e os recursos hídricos em vários estados. A catástrofe chega a tal ponto que, conforme pode ser constatado em vídeos divulgados na Internet, é possível acender fogo a partir da própria água encanada e nos riachos das regiões afetadas.
Apesar do imperialismo norte-americano não ter conseguido impor amplamente as novas teses no documento final da X Conferência, por meio do crescente número de bases militares na América Latina, pretende facilitar o controle das enormes reservas recentemente descobertas no Pré-Sal, o que é de vital importância estratégica, pois a próprio hegemonia em escala global depende da comercialização do petróleo em dólares, pois possibilita a impressão de papel moeda, sem qualquer lastro produtivo e, desta maneira, sustentar a especulação financeira, por meio dos astronômicos déficits e endividamento públicos, repassando o peso da crise para as massas trabalhadoras e os países atrasados.
O Comando Sul do Exército Norte-americano foi reativado pela Administração Obama depois de 50 anos, dentro da estratégia de aumentar o controle direto das principais fontes de matérias primas e conter o movimento revolucionário que entrou em ascenso devido ao aprofundamento da crise capitalista mundial.
O imperialismo norte-americano tem procurado melhorar a infraestrutura das bases na América Latina: portos, aeroportos, centros de comunicações e a ampliação dos complexos residenciais para permitir o alojamento de grande número de soldados. O centro do Comando Sul, a partir de onde são controladas as bases militares regionais, foi reconstruído na cidade de Doral, em Miami, Florida, um edifício de aço e concreto, que pode resistir a um ataque com mísseis.
A proliferação das bases militares faz parte da militarização da política externa dos Estados Unidos em uma escala global, com o objetivo de compensar o enfraquecimento como potência imperialista.
O aumento da exploração devastadora dos recursos naturais brasileiros tem sido uma constante nos últimos anos. Os governos do PT têm implementado as políticas da direita e do imperialismo em todos os setores importantes da economia nacional. As últimas pérolas têm sido o Programa Amazônia Legal e o Novo Código Florestal, que representam uma completa capitulação ao setor mais reacionário da burguesia nacional, os latifundiários, aliados às multinacionais imperialistas no chamado agronegócio monocultor e devastador. Abundam denúncias sobre a poluição do Aquífero Guaraní devido ao uso intensivo de agrotóxicos, muitos deles proibidos em vários países, até no próprio Paraguai. Não por acaso, o Brasil ostenta o triste título de tricampeão mundial no uso de agrotóxicos. Vazamentos de petróleo são rotina na Bacia de Campos e na Baía de Angra dos Reis, mas deverão ser insignificantes na comparação com as catástrofes ambientais que as multinacionais imperialistas provocarão inevitavelmente na exploração devastadora do Pré-Sal, onde as dificuldades técnicas e os custos envolvidos serão muito maiores.
O aprofundamento da crise capitalista no Brasil também está no centro das preocupações do imperialismo. A desaceleração da economia está provocando o ascenso do movimento operário. A lembrança das grandes greves operárias do final da década de 70 e da década de 80 faz a burguesia tremer de medo, pois uma crise política de grandes proporções no Brasil fortaleceria as tendências revolucionárias na América Latina inteira, que é o pátio traseiro dos EUA.
