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sojaparaguaiParaguai - Prensa Latina - A Coordenadora Nacional de Organizações Camponesas afirmou que a agricultura paraguaia será dependente da multinacional estadunidense Monsanto devido à liberalização do uso de sementes transgênicas produzidas por esta empresa.


A organização interveio no debate nacional em torno dessa decisão adotada pelo governo, a qual suscitou reações contrárias de especialistas, camponeses e de várias personalidades.

A discussão sobre o tema teve, inclusive, um giro inesperado desde a quinta-feira passada, uma vez que o atual Presidente, Federico Franco, interrompeu uma missa oficiada pelo bispo Melanio Medina enquanto este assinalava os perigos dessas sementes para a saúde e o meio-ambiente.

Franco desmentiu o religioso e pediu provas sobre aquilo que este afirmava, ao que Medina respondeu anunciando levará numerosa argumentação por parte de cientistas à residência presidencial para impulsionar o presidente a deter o uso da mencionada semente, fabricada pela Monsanto.

Por sua vez, a Coordenadora camponesa responsabilizou o Executivo pelas graves consequências que o uso das sementes transgênicas tem para os agricultores defensores da semente nacional, considerada patrimônio do povo guarani, historicamente responsável pelas melhorias agrícolas durante milhares de anos.

A Coordenadora, que leva a cabo um programa de atividades em defesa de referida semente nacional, fez um chamado para um grande debate científico e democrático sobre o assunto, evitando assim a defesa mentirosa, apressada e irresponsável da semente geneticamente modificada.

Precisamente, uma das críticas ao Governo seria que, antes de autorizar a livre utilização das sementes da Monsanto deveria ser feita uma análise científica das consequências da mesma, aproveitando também a experiência dos pequenos agricultores e comunidades indígenas.

"Alertamos a humanidade sobre o avanço dos transgênicos realizado com o único propósito de obter ganhos econômicos para multinacionais relacionadas com um governo golpista, complacente com interesses contrários à reforma agrária, à soberania alimentar e ao desenvolvimento da agricultura camponesa e indígena", destacou Medina.


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