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300411_Cabo_VerdeCabo Verde - Expresso das ilhas - [António Ribeiro] O concelho da Praia registou, nos primeiros meses do ano 2011, cerca de 10 casos de paludismo, sendo um autóctone e os outros importados.


A afirmação é do Director Geral da Saúde, António Pedro Delgado, durante uma mesa redonda, realizada, segunda-feira, 25, data em que se comemora o Dia da Jornada Africana da Luta contra o Paludismo.

Para assinalar a data, foi realizado, no Centro de Saúde de Ponta d'Água, um encontro de reflexão sobre o paludismo no país, sob o lema "Alcançar Progressos e Causar Impacto - Juntos Podemos Conseguir Mais", com o objectivo de recolher subsídios que serão essenciais para a política do combate à doença em todo o arquipélago.

António Pedro Delgado considera, que de um modo geral, o Paludismo está em todo o arquipélago, com maior incidência na cidade da Praia, mas assegura que os casos têm diminuído, significativamente em Cabo Verde, de 2009 a esta parte. 

"Os 10 casos registados, na Praia estão dentro do espectável. Estamos convencidos de que podemos eliminar a transmissão do mosquito até 2015, na óptica da Organização Mundial da Saúde, que é ter menos de 1 caso por cada 100 mil habitantes," garante.

É de referir que, além desse encontro, prevê-se ainda a realização de actividades voltadas para a informação e sensibilização, em parceria com alguns serviços, nas zonas tradicionais, para evitar o surgimento de focos do mosquito transmissor da doença.

Principais focos

De acordo com o director geral da saúde o principal focos do paludismo são as casas das pessoas. 

"Os principais focos de mosquitos são os vasos de plantas, quando a água fica acumulada, o lixo mal conservado, as valas que muitas vezes passam à frente da casa das pessoas e nos locais onde estiverem água suja a "céu aberto", como esgotos, entre outros", garante o Director Geral da Saúde para anunciar, ainda que as pessoas estão a criar os seus próprios focos, sobretudo, dentro e ao redor da casa.

Daí que, António Pedro Delgado apela à população para que tome as medidas necessárias para combater o paludismo. "São pequenas coisas, como o factor higiene, manter a casa com redes e ter sempre limpos os sítios, sem água empossada, de forma a evitar que nasçam as larvas", que evitam um mal maior.

Na cidade da Praia, os focos de mosquitos de referência são o bairro de Fonton e a vala que passa ao lado do Palácio do Governo.

O que é Paludismo

O paludismo, é uma doença parasitária potencialmente mortal transmitida por mosquitos. Pensava-se antigamente que a doença provinha de terrenos pantanosos fétidos, donde o nome ‘mala aria' (mau ar). Em 1880, cientistas descobriram a verdadeira causa do paludismo um parasita unicelular denominado plasmódio.

Mais tarde descobriram que tal parasita é transmitido de uma pessoa a outra através da picadela do mosquito fêmea do género Anopheles que necessita de sangue para os seus ovos.

Sintomas e complicações

Os sintomas costumam começar entre o 10º e 35º dias, depois de um mosquito ter injectado o parasita numa pessoa Em geral, os primeiros sintomas são febre ligeira e intermitente, dor de cabeça e dor muscular, calafrios, em simultâneo com uma sensação de doença (mal-estar geral). Às vezes, os sintomas começam com arrepios e tremores, seguidos de febre, os quais duram entre dois e três dias; confundem-se frequentemente com a sintomatologia da gripe. Os sintomas subsequentes e os padrões que a doença segue variam para cada tipo de paludismo.

Prevenção 
e tratamento local

As pessoas devem tomar as suas precauções. Podem utilizar insecticidas com efeitos de longa duração, quer dentro das suas casas quer nas zonas anexas, colocar redes nas portas e janelas, usar mosquiteiro sobre as suas camas e aplicar nas zonas expostas do corpo repelente contra mosquitos. Também devem usar roupa suficiente, em particular depois do pôr do Sol, protegendo a pele o mais possível contra as picadas de mosquitos.

Prevenção e tratamento antes durante e
pós viagem

É possível iniciar algum tipo de medicação para prevenir o paludismo durante uma viagem a uma zona endémica. O medicamento começa a ser tomado uma semana antes, continua-se durante toda a estada e prolonga-se durante mais um mês depois de ter abandonado a zona. 


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