A manifestação é contra as injustiças sociais e todos os vícios que a burguesia angolana tem incutido a uma maioria dos Angolanos. Esses vícios são todos aqueles que vocês conhecem: a poligamia, o racismo, o tribalismo, o tráfico de influência, os serviços mal prestado pelo Estado à Sociedade, a falsidade ideológicas, as mentiras e as promessas nunca cumpridas.
Todos nós nesse país, Angola, estamos à espera que alguém seja punido pelo programa que se optou em chamar pelo próprio Presidente, de "Tolerância Zero". Quantos foram processados e denunciados por esse programa, mesmo depois dos escândalos do BNA, das quantidades imensas na apropriação indevida pelo antigo ex-ministro da fazenda? –aquele que dizem que até ganhou premio como o melhor Ministro da Fazenda de África –chama-se José Pedro de Morais Jr. A cúpula do MPLA e o próprio Presidente sabem que ele é um ladrão, mas ele não foi nem se quer molestado. Agora temos o caso do Quim Ribeiro e até do atual e empossado Governador de Luanda, em que está envolvido o assassinato da amante deste ( o Governador).
Temos os problemas da TPA 2, das personalidades que de um dia para outro emergiram no parlamento sem históricos pessoais de um passado que lhes permitisse chegar onde chegaram. Tudo porque são filhos e parentes de dirigentes que estão no poder –cunhados, irmãos, esposas, etc. Os casos dos proprietários das empresas de telecomunicação, fábricas de cimentos, a apropriação das minas de diamante nas Lundas, por estas ou aquelas pessoas, mas tudo porque têm laço de parentesco com quem está no poder. Ou seja, a falta de Licitação e de Contratos que espelhem a transparência do poder público na hora de transferirem certos empreendimentos ( públicos), entre eles os recursos naturais e setores estratégicos da economia, à iniciativa privada. Estes procedimentos são quase sempre fraudulentos, feitos na "calada da noite", cheios de segredos e sigilos, quando deviam ser públicos, abertos a toda sociedade civil e ao público.
E o racismo e o tribalismo!? Não adianta dizer que é só a oposição que promove esses ismos. É a burguesia que hoje tem poder e está bem articulada no seio do partido do poder que fomenta de maneira deliberada e com desprezo esse tipo de práticas. A própria corrupção é uma prática burguesa; os privilégios excessivos, a gastança, o inexplicável enriquecimento de algumas famílias ou grupos, pelas suas origens; são as provas do racismo e do tribalismo protagonizado pelo poder corrupto, encabeçado e dirigido por José Eduardo dos Santos.
O MPLA não é José Eduardo dos Santos, e este muito menos o MPLA. Precisamos combater o culto de personalidade, e a falsidade ideológica: de que só aquele individuo é capaz e tem feito coisas para o país.
Por outro lado, Eu li um artigo, no Club-k.net, de um tal Yannic Matos, mas me impressionou o lado preguiçoso e o inconformismo reacionário desse sujeito. Ele deve ser o típico angolano, rodeado de várias mulheres, 3; 4; 5 e 6, senão mais, e com uma porrada de filhos, todos eles abandonados por um pai bêbado e mulherengo. A esse sujeito, pedimos uma coisa, senão pode e não quer fazer nada pelos seus filhos e as mulheres que tem, não impeça que os outros façam para ele mesmo, o que ele deveria fazer para os seus filhos queridos e seres.
E aos "militantes" do MPLA enviamos uma mensagem. O MPLA não é um partido de burgueses conformistas ( ele até pode estar possuído por estes), mas é por necessidade histórica e política, o melhor que esse país e nação tem: as quitandeiras, as quinguilas, os camponeses, aqueles e aquelas mulheres que viajam no comboio de Launda à Malange, todos os dias ( para fazerem seus negócios ou visitarem os seus familiares), o MPLA é o partido dos contratados, dos bailundos nas roças de café, dos Kwanhamas, do bakongo ou kicongo, do tchokuê. Enfim, o MPLA é o partido de todos os angolanos e ninguém tem obrigação de escutar esses politiqueiros da JMPLA recebendo ordens de um corrupto.
Por isso, nós convidamos à todos os Angolanos, se puderem e quando poderem, a se manifestarem, não só no dia 7 de Março, mas em qualquer dia, a partir desse dia: a manifestarem o seu desejo de cidadão ou o sonho de viverem numa Angola onde não haja proibição na hora e no momento de se questionar aquilo que o Estado tem feito e deve fazer para a Sociedade.
Que dêem o seu grito de Liberdade, pelo direito de manifestarem-se e gritarem, qualquer som vindo no fundo de vossos espíritos. Como, por exemplo:
-Abaixo o Corrupto, José Eduardo dos Santos!
Nelo de Carvalho // WWW.blogdonelodecarvalho.blogspot.com // Nelo6@msn.com // WWW.facebook.com
Foto: ATTAC Portugal - O presidente angolano numa montagem fotográfica.
