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angolaAngola - Esquerda - Em Angola, a oposição abriu um processo legal de contestação aos resultados das úlitmas eleições.


Com a deposição dos três requerimentos, no 2º Cartório Notarial da Comarca de Luanda, a Comissão Nacional Eleitoral (CNE) dispõe agora de 48 horas para responder aos partidos promotores da queixa, que poderão recorrer da decisão para o Tribunal Constitucional.

Os três partidos que contestam os resultados são a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), que elegeu 32 deputados (18,66%), a Convergência Ampla de Salvação de Angola - Coligação Eleitoral (CASA-CE), com oito deputados (6,00%) e o Partido de Renovação Social (PRS), com três deputados (1,70%).

Segundo os resultados definitivos anunciados sexta-feira pelo presidente da CNE, André Silva Neto, o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), no poder desde a independência, em 1975, venceu com maioria qualificada, elegendo 175 deputados e obtendo 71,84 por cento.

Apenas a Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA), que elegeu dois deputados e teve 1,13%, não acompanhou a restante oposição, tendo oportunamente o seu líder, Lucas Ngonda, declarado aceitar os resultados eleitorais e felicitado o MPLA e José Eduardo dos Santos pela vitória no escrutínio.

Alcides Sakala, porta-voz da UNITA, partido cujo líder Isaías Samakuva declarou na manhã da votação que iria impugnar o ato eleitoral, disse à Lusa que a Comissão Permanente do partido reúne-se segunda-feira, após o que divulgará uma declaração.

A Lusa falou também com Alexandre Sebastião André, mandatário da CASA-CE, que justificou a apresentação do requerimento com a "grande discrepância" entre os resultados divulgados pela CNE e a contagem paralela que a coligação está a efetuar.

Finalmente, Joaquim Nafoia, porta-voz do PRS, manifestou-se "convicto" na impugnação dos resultados eleitorais.


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