O Conselho de Segurança das Nações Unidas ainda não tomou nenhuma posição acerca do envio eventual de uma força internacional de estabilização para a Guiné-Bissau.
No entanto a mera ideia de um tal contingente provocou já reacções por parte do comando militar guineense que promete responder em caso de "invasão" como referiu Daba Na Walna, porta-voz da junta.
Este criticou abertamente Georges Chicoti, chefe da diplomacia de Angola, em relação às ameaças proferidas na ONU contra os golpistas.
O ministro angolano dos negócios estrangeiros falou na ONU, em Nova Iorque, em nome da presidência angolana da CPLP, Comunidade dos países de língua portuguesa, apelando à constituição de uma força e prometendo sanções contra os golpistas e respectivos aliados.
Já o chefe da diplomacia da Guiné-Bissau, Mamadu Djaló Pires, implorara ao envio de uma força internacional para por cobro às múltiplas interferências dos militares na vida política.
Posições que vieram a público após o anúncio da criação de um Conselho nacional de transição e a dissolução dos órgãos de soberania.
O PAIGC, Partido africano para a independência da Guiné e Cabo Verde, no poder até ao golpe de Estado, veio através de Fernando Mendonça, responsável da comunicação, rejeitar esta transição e anunciou a criação de uma frente anti-golpe com outros oito partidos políticos.
O nome de Serifo Nhamadjo fora apontado como possível presidente de transição.
Porém o presidente interino do parlamento, advoga uma resolução constitucional aos problemas com que se debate o país.
A diáspora guineense continua a manifestar-se contra o golpe de Estado. Foi o caso nesta sexta-feira em Paris onde uma centena de manifestantes de um colectivo de guineenses, simpatizantes e amigos da Guiné-Bissau se deslocou até à Embaixada pedindo, nomeadamente, a libertação do primeiro-ministro e presidente interino guineenses.
Jorge Albino Monteiro, da organização explicou a André Ferreira o motivo deste protesto.
Já no terreno o êxodo da capital guineense continua e a preocupação é a tónica dominante.
Liliana Henriques, a nossa enviada especial, foi ao encontro dos guineenses.