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041111_escola_ardosia_gdGuiné-Bissau - Esquerda - [Vitor Matias] Os professores do ensino básico e secundário da Guiné-Bissau iniciaram esta quinta feira uma greve que poderá durar um mês e meio, se as suas reivindicações não forem satisfeitas.


Já não é a primeira vez que o corpo docente deste País entra em greve para exigir o pagamento de salários em atraso, e a entrada em vigor do estatuto da sua carreira. Mas agora, os professores decidiram radicalizar o movimento, e parar durante quase um mês e meio, ficando o fim da greve marcado para o dia 15 de Dezembro.

Se esta greve se mantiver, fará com que os alunos das escolas públicas do País, com excepção do ensino superior, não tenham mais aulas este ano, já que o fim da mesma coincide com o início do período das férias de Natal.

Esta greve foi convocada por um dos dois sindicatos do sector, o SINAPROF (Sindicato Nacional dos Professores). Em entrevista concedida à RFI, o seu Presidente, Luís Nancassa, afirmou que depende agora do Governo satisfazer ou não as reivindicações da classe.

Lembre-se que no passado mês de Março, os professores tinham igualmente recorrido à greve como meio de pressão, e este sindicato chegou mesmo a assinar um acordo com o Governo que, aparentemente, não cumpriu a sua parte do contrato.


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