Segundo os organizadores está marcada uma concentração na Estação de Berna ao fim da manhã de 4 de Maio e daí os manifestantes partem para as embaixadas dos EUA e França. «Depois do apoio que Washington e Paris estão a dar a todos os povos que reclamam por liberdade nos países árabes, é também um dever dar o mesmo apoio às populações em Cabinda que, continuamente, são vítimas de repressão e violações dos direitos humanos», disse Jean-Claude Nzita à PNN.
«O nosso desespero é igual ao das populações na Tunísia, Egipto ou na Líbia. Os Estados Unidos e a França não podem ter duas atitudes diferentes perante dois dramas iguais», sublinhou o mesmo responsável, «ou será que é o petróleo que influência as políticas de auxílio a povos submetidos aos mesmos dramas?»
Para Jean-Claude Nzita a manifestação pacífica irá decorrer em Berna porque em Cabinda poderia resultar «num banho de sangue» e, «mais uma vez, as autoridades utilizariam todos os meios para abafar e deturpar a mensagem assim como intimidar quem pretender manifestar.»
