Rio de Janeiro foi escolhida pela UNESCO como paisagem cultural por atrativos como a Baía de Guanabara, o Pão de Açúcar e a Floresta da Tijuca, entre outras; decisão ocorreu durante a 36ª sessão do Comitê do Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) em São Petersburgo, na Rússia, há cerca de duas semanas. A escolha foi feita na categoria "paisagem natural urbana".
A candidatura do Rio baseou-se na topografia da cidade com belezas naturais como a Floresta da Tijuca, o Pão de Açúcar, a Baía de Guanabara entre outros pontos que se tornaram cartões postais reconhecidos em todo o o mundo. Ao se tornar Patrimônio Mundial, o Rio de Janeiro passa a receber apoio técnico da UNESCO para a conservação também de pontos da sua paisagem como a Praia de Copacabana, o Jardim Botânico, o Morro do Corcovado, que abriga o Cristo Redentor, e o Aterro do Flamengo.
Já as fortificações de Elvas, construidas entre os séculos XVII e XIX, concentram dentro de suas paredes casernas e outras construções militares além de igrejas e mosteiros. A UNESCO escolheu-as também como Património Mundial da Humanidade.
Segundo a agência da ONU, Elvas contêm dados arqueológicos do século 10. Mas a fortificação do sítio ocorreu somente a partir de 1640, quando Portugal conseguiu a independência do Império Espanhol. A fortificações foram obra do jesuíta holandês, João Piscário, e representam, segundo a UNESCO, "o melhor exemplo vivo da escola de forticações holandesas."
Vários outros sítios também passaram a Patrimônio Mundial na reunião do Comitê incluindo a "Mesquita da Sexta-Feira", de Isfahã, no Irã, ou a Indústria da Pérola Tradicional, do Barein.
Ilha do Príncipe incrita na lista das Reservas da Biosfera da Unesco
Noutra juntança em Paris, também faz cerca de duas semanas, a UNESCO também anunciou que a Ilha do Príncipe passou a fazer parte da Rede Mundial das Reservas da Biosfera.
Trata-se do primeiro sítio santomense a integrar a lista, composta por 598 reservas de 117 países. Este ano, 20 novos sítios foram adicionados tendo sido pioneiros a ilha santomense e locais do Haiti e do Cazaquistão.
A UNESCO destaca a dimensão da biodiversidade terrestre, os ecossistemas do mar e a importância da área para a reprodução de espécies marinhas como tartarugas aves e cetáceos, e considera que a Ilha do Príncipe pode ser considerada um modelo para promover o desenvolvimento do ecoturismo, além de servir de base para uma zona tampão terrestre e marinha mais ampla.
Trata-se da mais antiga de três ilhas vulcânicas oceânicas no Golfo da Guiné, e a área coberta compreende toda a ilha de Príncipe, as suas ilhotas e as ilhas Tinhosas.
Com informações de Notícias Lusófonas
Foto do Diário Liberdade - Rio de Janeiro