A bacia do rio Zambeze regista as piores condições e perspetivas, segundo o balanço realizado no início desta semana pelo Instituto NAcional de Gestão de Calamidades moçambicano.
Só nos últimos dias, um levantamento de sexta-feira da Organização das Nações Unidas (ONU), as enchentes no país já mataram pelo menos 36 pessoas e tiraram quase 70 mil famílias de suas casas. O número de mortos chegou a 40 com os quatro corpos encontrados no passado domingo.
As enchentes, que também atingiram os países vizinhos de Zimbábue e África do Sul, são resultados de dias de chuvas torrenciais desde o mês de outubro, que elevaram o nível do rio Limpopo. Agências da ONU informaram neste domingo que 23 mil famílias buscaram refúgio em campos e que 75 mil pessoas já estão sendo alimentadas por programas das Nações Unidas.
A forma como o Governo tem lidado com as cheias tem sido criticada, quer pela oposição quer por vozes independentes. O semanário Savana criticou na sua última edição o Presidente da República, Armando Guebuza. "Não é admissível que em momentos das chamadas Presidências Abertas, o país tenha, aliás que o presidente tenha, seis helicópteros à sua disposição 24 horas por dia durante várias semanas, mas, neste momento que o 'maravilhoso povo' está a precisar de resgate, estes helicópteros não estejam disponíveis."